Quarta-feira, Novembro 05, 2003

DOIS POEMAS

de Catherine Tynan (tradução)


VELHA CANÇÃO RE-CANTADA

Eu vi três navios à vela,
À vela no mar,
No primeiro os mastros eram de prata,
Seu casco de marfim.
As neves macias vieram à deriva,
E alinharam seu branco como lãs;
Oh, Jesus, filho de Maria,
Teu belo berço!

Eu vi três navios à vela,
O seguinte era vermelho como o sangue,
Seu convés brilhando como ruby,
Carminada toda a sua madeira.
Seu principal-mastro elevava-se solitário,
Uma solitária e perfeita cruz.
Oh, Jesus, filho de Maria,
Traz todos os homens a essa arca!

Eu vi de três navios à vela.
O terceiro para suportar carga
As almas dos homens redimidas,
Não serão mais escravos.
Os adorados rostos perdidos,
Eu vi-os contentes e livres.
Oh, Jesus, filho de Maria,
Esmorecidos voltarão para mim?



CORDEIROS

Dorme enquanto um cordeiro dorme,
Ao lado de sua mãe.
Algures naquelas profundezas azuis
Seu terno irmão
Dorme como um cordeiro e pula.

Alimenta-se como deve um cordeiro,
Ao lado de sua mãe.
Algures nos campos da luz
Um cordeiro, seu irmão,
Alimenta-se, vestido em branco.




OLD SONG RE-SUNG

I saw three ships a-sailing,
A-sailing on the sea,
The first her masts were silver,
Her hull was ivory.
The snows came drifting softly,
And lined her white as wool;
Oh, Jesus, Son of Mary,
Thy Cradle beautiful !

I saw three ships a-sailing,
The next was red as blood,
Her decks shone like a ruby,
Encrimsoned all her wood.
Her main-mast stood up lonely,
A lonely Cross and stark.
Oh, Jesus, Son of Mary,
Bring all men to that ark !

I saw three ships a-sailing.
The third for cargo bore
The souls of men redeemed,
That shall be slaves no more.
The lost beloved faces,
I saw them glad and free.
Oh, Jesus, Son of Mary,
When wilt thou come for me?


LAMBS

He sleeps as a lamb sleeps,
Beside his mother.
Somewhere in yon blue deeps
His tender brother
Sleeps like a lamb and leaps.
He feeds as a lamb might,
Beside his mother.
Somewhere in fields of light
A lamb, his brother,
Feeds, and is clothed in white.

tradução
augustodeveza@clix.pt


TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Uma Constituição.


Continuamos a tentar ser iludidos. Uma das ideias dominantes da actualidade, continua ser a do domínio dos EUA a nível mundial, tal foge à verdade. O único pecado que os EUA cometem é o de tentarem ser uma verdadeira alternativa ás consequentes e falhadas tentativas hegemónicas da Europa. É verdade que os EUA não pugnam pelo melhor desempenho na história do sec. XX, mas não precisamos de ser egocêntricos para nos apercebermos que as piores chacinas mundiais provieram da Europa ou deram-se em território europeu. Estarei a avivar memórias?
Por isso nunca entendi nenhum anti-americanismo.
Não entendo um continente que perante uma crise politica (11 de Setembro) que nem sequer se deu em seu território ainda não se soube recompor. Ao contrário dos EUA. Não entendo um continente que pretende impor uma constituição aos seus cidadãos. Ao contrário dos EUA. Não entendo um continente cheio de contradições quanto à mobilidade social. Imitando os EUA.
Sejamos francos. Os EUA são uma amostra tímida dos seus antepassados europeus. Os Ingleses no seu tradicional cepticismo sabem-no. E o Directório central europeu, sabendo-o, pretende lavar consciências.
O verdadeiro perigo ou ameaça mundial já não vem das potências que detém armamento. A Coreia do Norte é apenas uma criança com fósforos. A Europa sabe isso. Por isso, unificou ma moeda que, tornando-se “forte”, será mais tarde ou mais cedo, alvo de cobiça do dólar, do sistema financeiro americano e mais tarde de outros continentes e países.
Quer lá a Europa saber que se dizimem povos ou se gastem balúrdios em armamento. Todo o seu trabalho é de hegemonização, desta vez, através das finanças e do aperto financeiro usando o Euro e subtis esquemas de circulação de valor (não de dinheiro) com centralidade europeia.
Se há uma conspiração mundial não se seja ingénuo pensar que ele provém da cabeça de um texano. Se há conspiração só surge, como sempre nos seus efeitos, em forma de documentos. Uma constituição, por exemplo.
Sejamos francos, a Europa pretende constituir-se como imagem e modelo de sucesso para adquirir legitimidade e exportar o seu modelo de unificação a outros continentes. Com vista a quê? A um governo mundial, dominando pela alta finança europeia. Se assim não fosse, terminaria o conceito de ambição (que significa abranger, desejo imoderado de riqueza, autoridade) que está subjacente a todo o optimismo europeu.

augustodeveza@clix.pt

HD 209458b

Ou o Planeta Xis.



Há umas semanas descobri "por acaso" um site que revelava a possibilidade de colisão de um planeta extrasolar com a Terra. Não referia qual o planeta, mas apresentava um conjunto de provas inquietantes. O site, pouco vulgar, dos ZETA - uma comunidade extraterestre, apresenta um conjunto de informação muito credível pela lógica com que argumenta. O site é muito interessante porque está muito bem construído e é invulgarmente lógico (poderá ser visitado em http://www.zetatalk.com/portugal/zetahome.htm).
Uma série de observações nesse local, fez-me permanecer no tópico e importar diversos ficheiros dos quais os mais intrigantes e inquietanes são os da colisão do "12º Planeta" (que se dará no Atlântico e parará e inverterá a rotação da Terra) causando uma aniquilação de massa da humanidade.
Nesta minha inquietação, tenho insistido em procurar na Net, informação adiccional. No dia 13-03-03 no Publico (pag.32) dava-se conta de um invulgar movimento de um planeta extrasolar, a do HD 209458b mas nada de substanciaal que confirmasse a teoria da colisão. Essa, encontrei-a hoje (14-03)numa entrevista (obrigatória)de James McCanney (um professor de Harvard) ao The EDGE(http://www.edgenews.com/issues/2003/01/mccanney.html9)
que vem confirmar essa possibilidade. Com uma obra chamada «Planet-X: Comets & Earth Changes» subintitulada "A Scientific Treatise on the Effects of a new large Planet or Comet arriving in our Solar System and Expect Earth Weather and Earth Changes," (Um tratado científico acerca dos efeitos de um novo e enorme Planeta ou Cometa a chegar ao nosso sistema solar e as previsões de alterações climatéricas e mudanças na Terra) - citação do artigo - McCanney vem apresentar a inevitabilidade dessa colisão.
O canal ZETA TALK refere um movimento extrasolar e um planeta (12ºPlaneta) que entrará entre Maio-Junho de 2003 em colisão com a terra, mais concrectamente, será a sua cauda de lixo radioactivo,que provocará a colisão, mas o site não apresenta a possibilidade de verificação (isto,para um leigo em astronomia, porque, porém, mostra mapas e cálculos que só um especialista poderá entender)
Mas se não quisermos acreditar no site extraterrestre dos Zeta, a entrevista com McCanney é bastante mais esclarecedora, revelando uma verdadeira conspiração politica nesta matéria. Para além das relacções da NASA com o Vaticano, refere ainda que há governos (que já conhecem o facto)a construirem subterrâneos para a sobrevivência de uma elite. O que vem provar a teoria (tantas vezes sustentada!)da manobra de diversão que é a guerra do Iraque. E do tão verificável colapso do sistema mundial de que o 11 de Setembro foi apenas uma afronta isolada.
A NASA parece ter culpa formada nas suas previsõs erradas e tem, segundo McCanney, dado provas de incompetência ao trabalhar para uma elite politico-financeira. A mesma situação já referida nas páginas Zeta Talk. Parece que tudo começa a fazer sentido.
Segundo os Zeta, a colisão dar-se-á em finais da primavera deste ano. Para McCanney, a possibilidade de visionar o planeta X só será possível em Maio - teoria também confirmada pelo site Zeta que já o viram e tem claro que a sua trajectória coincide com a terra). Mais, Mc Canney afirma que A NASA já pode ter conhecimento desses dados. A referida entrevista aborda em claridade esse assunto, referindo a contra-informação oficial e não-informação que sempre surge em casos como estes.
No site ZETA, Portugal não aparece na nova geografia pós-colisão. E há (claramente e cito), o aconselhamento para que os portugueses se movam para as montanhas espanholas.Tão claro quanto isto.
Num artigo da Sic Online intitulado "Um novo planeta a cinco mil anos-luz da Terra
-São mais de 100 os planetas conhecidos fora do nosso sistema solar" de 8/Jan/03 de Catarina Solano de Almeida dá-se conta, mais uma vez, de uma actividade extrasolar invulgar. McCanney refere na citada entrevista que a possibilidade de colisão é tão verificável quando se verifica uma excitação solar que atingiu o seu máximo em 2000 na história do sistema solar, o que indica a proximidade de um objecto exterior ao sistema.
Para McCanney já não se trata de saber "SE" tal ocorrerá, mas QUANDO!!

Porque é que o Planeta X foi capa de jornais na Ex-União Soviética e debate na opinião publica, enquanto em Portugal ou no ocidente só um intrépido pesquisador poderá obter informação deste nível?
Porque é que há toda sta tomada de posições tão diferentes e INESPERADAS (!!) por parte de países aliados face ao conflito iraquano.
Porque é que os humanos quando enfrentam alguém que incomoda fazem-no calar ou o cruxificam?
Onde está a Informação portuguesa se Portugal tende a desaparecer no novo mapa geográfico?
Abriu-se uma frente que já não se fecha. E os responsáveis são os poderes que se calaram, ou pelo menos não deram devido destaque.


(Para uma melhor pesquisa deste assunto utilize o site Zeta para a HIPÓTESE, e o site de McCanney para a VERIFICAÇÂO DA HIPÓTESE.)

Se obtiverem dados novos acerca do Planeta X (McCanney) ou do 12ºPlaneta (ZETA Talk), gostaria que me informassem para

agustodeveza@clix.pt


FAMILIA & ESTADO, LDA., P.F.

Uma promiscuidade maior do que a existente entre os futebóis e o estado é a das teias familiares nos papéis publicos.
Tenho a experiência de ter trabalhado em empresas com capitais publicos, em que lugares de chefia e coordenação são ocupados por pessoas não contratadas pelas suas competências mas pelas suas relações familiares.
O estado não quer saber disto porque, presumo, para se tomar uma decisão a este nível é necessária uma isenção que os actores estatais parecem não ter adquirido.
Daí as fraudes.
Eu não tenho nada contra o conceito de familia, como é óbvio.Por isso quando se fala em separação de poderes no estado deve-se incluir o conceito de familia.
Nas várias empresas em que trabalhei, numa delas principalmente, adquiriam-se competências e experiência profissional apenas por relaçõs sanguíneas.Vi técnicos serem desprezados no seu trabalho e serem ultrapassas por técnicos "familiarmente" bem mais competentes. Isto quando se trata de uma empresa que trabalha apenas com capitais publicos. Vi técnicos serem desprezados porque ao não serem pagos não podiam investir na sua profissão (um computador que falta, livros que não se compram dinheiro para alimentação e asseio que rareia, dependem do dinheiro).Vi empresas guardarem os fundos europeus em contas a prazo para terem lucro qundo não era suposto fazê-lo - com prejuízo para os pagamentos aos envolvidos no processo - nomeadamente naqueles que não podem recorrer á familia.
O estado se pretende conseguir técnicos á altura das suas propostas deve vigiar estas situações.Deve ter legislação que não permita que meras relações familiares interfiram no desenrolar do processo.
Mas não o faz. Não se queixe da qualidade do que não obtém.E das crises sociais que daí advéem.

augustodeveza@clix.pt



SONHOS VERDADEIROS

Tradução



Nada é aquilo que pudemos pensar.
Não somos aquilo que pensamos ser.
Não somos nada que possamos imaginar.

Sou um novelista. A maior parte dos outros fotógrafos são repórteres.
Eu sou uma laranja. Eles são maçãs.

Ser um fotógrafo personalizado é em fotografia um dos maiores clichés.

É necessário tocarmo-nos uns aos outros para permanecermos humanos.
A única coisa que pode salvar-nos é o contacto.

Sirvo-me da fotografia para me ajudar a explicar o que quero.

A maior parte dos retratos são mentiras. Raramente as pessoas são o que elas parecem,
sobretudo diante de uma câmara.
Podemos desconhecer toda uma vida, jamais se nos revelará.
Ver nas rugas carácter é agressão, não penetração.

Isto existia, 1954? O que é que eu fazia em Junho de 1971?
O que é que se passou em 1945?
Acho que houve um 1932.

Há fotógrafos que metralham literalmente tudo o que mexe, esperando sem dúvida descobrir uma fotografia em toda esta desordem. O que torna diferente o artista e o amador é a mestria. Tiramos um grande poder de sabermos exactamente o que fazemos, mesmo quando não sabemos.

Somos todos estrelas. Simplesmente, não o sabemos.

Cada dia, exercito-me a ser o Duane Michaels.
É tudo o que sei.

A história da fotografia não foi escrita.
És tu que a vais escrever. Antes que não a tenhas feito, ninguém fotografou o nu. Ninguém fotografou em sequência ou uma ervilha verde senão o tenhas já feito. Nada foi antes que tu o faças.

Não há mais respostas.

Desembaraça-te de Weston, esquece Arbus, Frank, White, Adams.
Não vejas fotografias.
Mata o Buda.

Tudo o que experimentamos, vivemos, está no nosso espírito: é pura mentalidade. O que tu lês, entendes, sentes...

Temos todos medo de morrer. Estamos já mortos. Olha a tua fotografia de bacharel: esse está morto. Olha a tua fotografia do teu casamento: ela está morta! Neste instante tu acabas de morrer.

É-me essencial despontar. Se somos sérios, é necessário para sobreviver ser igualmente idiota.

Um problema de continuidade: tentar comunicar um sentimento verdadeiro nos meus próprios termos.

O interesse pela morte é para mim obsessiva.
De uma certa maneira, preparo a minha própria morte. Portanto se colar o canhão de um revolver no ventre, mijarei na minha renúncia. Todas as minhas especulações metafísicas serão molhadas.

Olhar as minhas fotografias é olhar os meus pensamentos.

Tenho uma forte tendência para a pessoa de Stephan Michael. Ele é o homem que eu nunca me tornei. Nós somos contrários absolutos, ainda que nascidos no mesmo momento. Reencontrando-nos, explodiríamos. Nós somos como a matéria e a antimatéria. Ele é o meu ombro. Eu estou salvo dele.

Não fotografo o que conheço, a minha vida, não pretendo saber quem são os Pretos ou o que eles pensam, nem a triste vida da família das barracas, ou os travestis. Quando lhes vejo fotografados os olhos rindo para a objectiva, não acredito.

Para mim nada existe sozinho. Não posso contar com nada. Não sei ao certo onde estive certo. Não sei o que será o dia em que tenha cinquenta anos. É mesmo assim.

Quando eu tinha nove anos (o ano em que o meu irmão Timothy nasceu), tinha o hábito de ficar imóvel sentado na borda da cama durante muito tempo depois da família ter-se ido deitar. Tentava encontrar o «eu» de «mim». Pensava que se não me mexesse encontraria o lugar interior que era o «eu». Ainda procuro sempre.

A vista destas palavras sobre uma página agrada-me. É como uma pista que deixei atrás de mim, indícios, traços que provam que passei por aí.

Nós somos construções puramente mentais. Se mudarmos a nossa química, o nosso ponto de referência, a realidade muda.

Eu sou um fotógrafo profissional e um diletante do espírito; gostaria mais de ser um místico profissional e um fotógrafo diletante.

Lembro-me da primeira vez que experimentei a solidão. Eu tinha cinco anos na época, vivia com a minha avó, e Art o meu melhor amigo partiu com a família. A tarde anunciou-se longa e vazia, alguém me faltava. Estava vazio. Havia uma falta.

Sozinho sou meu inimigo. O meu medo imobiliza-me.

Nunca tento ser um artista. Faz o teu trabalho, e se o teu trabalho é verdadeiro ele torna-se arte.

Não devemos dar atenção ao sermos barrados pelo que nos é familiar.

As coisas são o que queremos que elas sejam.

É importante permanecer vulnerável, admitir a dor, cometer faltas, não ser intimidado pelo contacto. As faltas são muito importantes, se somos vigilantes.

Nenhum das minhas fotografias existiria se eu não as inventasse. Não são encontros fortuitos, ao acaso da rua. Eu sou responsável! O que Bresson disse ou não, dessa gente em piquenique ao longo do Sena. Eles foram acontecimentos históricos.

Não há uma espécie de fotografia. Não há o rei da fotografia. O único julgamento de valor é a própria obra. Será que ela me ama, me toca, me enche?

Quem quer que defina a fotografia irrita-me. Esses são os foto-fascistas. Compartimentadores. Eles sabem! Nós devemos continuamente lutar para nos libertartarmos, não apenas de nós mesmos, mas sobretudo daqueles que sabem.

Digamos que espero que se passe qualquer coisa; e quando isso acontecer, terei dificuldade em imaginar que poderei ter sido a pessoa que escreveu isto. Eu serei um outro qualquer.

A fotografia perfeita não me interessa. A ideia perfeita interessa-me. As ideias perfeitas sobrevivem às más provas e às medíocres reproduções. Elas podem mudar a nossa vida.

«Se Duane quiser fazer fotografias, ele deve estudar os operários, os operários agrícolas e as mães-solteiras, e ocupar-se das mudanças sociais. Fazer qualquer coisa para outro qualquer – qualquer coisa de nobre. É isso que farei.»

Stephan Michal

Nós possuímos a arte de tornar ordinárias as mais extraordinárias experiências. Trabalhamos para destruir os nossos milagres.

Os melhores artistas, fazem dom de si próprios, na sua obra Magritte era um dom, e Atget, Eakins, Redons, Brandt, Sanders, Balthus, Le Chirico, Whitman, Puvis de Chavannes, Cavafy. Não há outro para dar. Eu sou o meu presente para vós, vós sois o vosso para mim.

A maior parte dos fotógrafos fotografam a vida dos outros raramente a própria.

Devemo-nos libertar para nos tornarmos no que somos.

A fotografia descreve demasiado bem.

Os nossos pais e os nossos avós protegem-nos da morte. Mas logo que eles morram não há mais ninguém entre a morte e nós.

Dantes eu pensava que o tempo era horizontal, e que se eu olhasse em frente para mim, me aperceberia da Sexta-feira que vem.
Agora penso que ele é vertical, diagonal e perpendicular. Perdemo-nos.

As pessoas acreditam na realidade das fotografias, mas não na realidade das pinturas. Isso dá uma vantagem considerável aos fotógrafos.
O pior é que os fotógrafos também crêem na realidade das fotografias.

As frases mais importantes não tem senão duas palavras, ou menos: eu quero, eu amo, desculpa, perdoa-me, toca-me, apetece-me, tenho, obrigado.

Tudo é matéria de fotografia, sobretudo as coisas difíceis da nossa vida: a ansiedade, os altos ruídos das crianças, o desejo, os pesadelos. As coisas que não podemos ver são as mais cheias de sentido. Não as podemos fotografar, apenas sugeri-las.

Gostaria de falar Com William Blake e Thomas Eakein.


20 de Junho de 1976
1 de Setembro de 1976
Duane Michals


Tradução
augustodeveza@clix.pt
Outubro, 1995

INTERPOL

“afinal, os aos 80 não foram assim há tanto tempo”.



Os Interpol são uma banda que recupera ressentidamente o som dos anos 90, depois de electrónicas praticamente sem saída, os Interpol vieram repor no auditório o som construído pelos harmoniosamente separados, Chameleons, Echo & the Bunnymen, Joy Division, New Order, The Cure e os The Sound.

Fazendo referências óbvias ao som dos anos 80, os Interpol conseguem fazer ultrapassar o peso cultural da moda. Renovando-a.

Este som pode pecar por expor em demasia as suas influências. Mas esta banda não faz por menos, afirma-as e faz disso a sua imagem de marca, diferenciando-a porém com a excelente voz.

O ressentimento dos Interpol é maravilhosamente excitante. Em «Obstacle», por exemplo, do mais recente «Turn off the bright lights», a acidez cínica e critica consegue destituir toda a xaropada pré-milenio que se andou a ouvir até agora. Não é o seu som “datado” que os vai demover da sua clara intenção de se imporem no mercado dito “alternativo”. Até porque como me dizia um amigo “os anos 80 não foram assim há tanto tempo”.

Em «Turn off the Bright Lights» os Interpol apresentam uma coesão de canções pop fundado em guitarras. De «NYC» a «Leif Erikson» o projecto parece mostrar uma veia criativa dificilmente esgotável. Afinal, os Interpol conseguem criar a sua própria zona de acção identificando facilmente os culpados pelo seu óbvio gosto de fazer música: todo o panorama musical dos anos 80 que ficou a vegetar. Os Interpol parecem decididos a agitar essas águas paradas. Pelo menos,com eles, elas já agitam.

Importei algumas canções pelo sistema download, que acabo por vir a ouvir regularmente ao longo de semanas. Sem me aborrecer.

São ainda uma banda relativamente obscura. Contudo, indiciam desde já a intenção de que se saiba mais acerca deles - aguarde-se notícias.

Em essência, os Interpol, revitalizam os castelos sonoros das guitarras em delay. Chamam à atenção para muita da dispersão em que caíram os New Order e dizem que afinal isso não foi nada, com esta reposição, daquilo em que poderia ter evoluído o som dos anos 80.

É obviamente um disco recomendável este «Turn off The Bright Lights». Mesmo que acabe por não constituir uma referência do mainstream critico é fundamental numa discografia baseada no gosto. Mais tarde ou mais cedo, acabará por ser uma pérola de referência.

Ainda se vai a tempo de andar para trás.

A CEBOLA

O melhor de Outubro


Vaticano-city: O homem mais cómico do mundo faz 26 anos de pontificado.
O mundo pára para reflectir na lendária carreira do cómico, como um dos mais influentes actores da história moderna. Permanecendo firmemente contra a contracepção e a igualdade sexual ao longo do sec. XXI, o cómico doente ainda entretém audiências à volta do mundo.
http://click.theonion.com/c.html?s=6jy,3yw6,7kb,f1r6,l8z5,9b6l,cvs

Americanos sentem-se traídos pelos extraterrestres.

A casa branca publicou um documento manifestando o seu desagrado pela “traição a todos os americanos” dos extraterrestres enviados do planeta Xygal 8B que fizeram a sua histórica aterragem em Itália, preferindo-a aos EUA. “Estamos tristes e confusos por os Xygalianos terem preferido solo italiano, em vez do americano, temos esperança que o Comandante Xygaliano, Gorx, reconheça o erro e prefira os EUA que está melhor equipado para receber um viajante intergalático. McClellan o secretário que proferiu o documento, acrescentou que “o cumprimento entre Berlusconi e Gorx foi um insulto”.
http://click.theonion.com/c.html?s=6jy,3yw6,7kb,f1r6,l8z5,9b6l,cvs

O mistério Schwarzenegger
http://click.theonion.com/c.html?s=6jy,3vvp,7kb,f1r6,l8z5,9b6l,cvs

“Votei Schwarzenegger porque concordei com o seu plano económico, e porque tive medo que me desse na cara se não o fizesse”.
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“não há nada de perigoso nos implantes de silicone, a não ser que sejam implantados no corpo de mulheres”, diz Peter Bosniak.
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Ex-namorada joga Virtual Fight 4 com outro gajo.
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IBM, num gesto humanitário, emancipa 8000 trabalhadores da escravatura, ctivos em fábricas e escritórios.
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Press Release da Casa Branca: O governo americano propõe que sejam publicadas coisas mais interessantes á imprensa.
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Uma quebra nas ligações da Internet levou a América à pior quebra na produtividade desde 1992.
http://click.theonion.com/c.html?s=6jy,3npn,7kb,f1r6,l8z5,9b6l,cvs

Programa Nuclear Iraniano.
Se as armas do Armagedão de proporções bíblicas não provém das mãos de religiosos fundamentalistas e extremistas, de onde virão?, bem visto por Charlie Todd.
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O MEU LEGUME

Governo Português compra Máquinas de Costura

LISBOA - O governo Português anunciou pelo seu Secretário de Gabinete, Bruno Manique que vai comprar máquinas de Costura para o Parlamento Português. “Temos de dar o exemplo”, acrescentou. “Estamos fartos de não fazer nada e vamo-nos dedicar à costura em vez de olhar para o tecto, até porque o tecto já está arranjado e até se colocou uma câmara televisiva”, referiu o Secretário citando o documento.
“Obviamente que as vamos importar, para dar o exemplo, dentro de um ano já sabemos a marca pela qual optámos, obrigado”. Respondeu o funcionário ainda em sessão.

Fernando Rocha sai do Parlamento Português.

LISBOA - “Estávamos fartos de nos rirmos, vamos levar as coisas a sério e dar menos atenção a anedotas”, comentou o Secretário de Estado, Francisco Joguete referindo-se à decisão. “Vamos também proibir que os deputados se dispam enquanto as câmaras não estão a filmar, porque causa demasiada diversão e desatenção às intervenções dos deputados”, referiu o Secretário na passada sexta-feira.

Televisões privadas vão passar filmes

CASTELO BRANCO - Um grupo de accionistas das televisões privadas apresentou uma proposta para passar filmes nas ditas estações televisivas de Portugal. “Já conhecemos todas as marcas de cereais para pequeno-almoço, ao fim destes anos, gostaríamos de ver um filme”, referiu o porta-voz do grupo, que vai, com o patrocínio da Coca-cola, apresentar a proposta ás administrações.

Blogueiros vão associar-se.

MATOSINHOS - Uma restrito grupo de blogueiros, constituído por Fernando Alemão e Jasmim Santos, reuniram-se pela 16ª vez para a constituição da associação U.B.C. (Um Blogue em Comum); “esperamos com isto reunir o máximo de blogueiros que queiram participar num blogue em comum” referiu o Presidente no fim de um jantar, a dois, realizado para o efeito. “A grande ambição dos blogueiros é ser director de um jornal bem sucedido, ou publicar uma obra literária, nós vamos realizar esse sonho criando uma alternativa, organizando jantares” disse o vice-presidente dessa associação. A referida associação ainda não tem nenhum apoio mas espera obtê-lo da Lisnave, confimou.

Mulheres abandonam perfume.

VISEU - Uma mulher, referiu, ao sair de casa, não mais usar perfume. Mariana Soares justificou: “estava farta de gastar dinheiro em coisas que não se devem beber”. Referiu ainda que se considera “representante da maioria das mulheres que habitam o litoral e com qualificações superiores”.
“O primeiro passo vai ser comprar uma garrafa de vodka e depois uma manifestação na rua”. Para essa mulher, o importante “não é o bouquet do perfume, mas a sua probabilidade alimentícia”, coadjuvou.

Futebolistas dedicam-se à poesia.

ESPOSENDE - Soube-se que alguns jogadores de futebol se dedicam actualmente à poesia. “Não ganhávamos tanto como o Figo”, referiu um dos novos poetas “e havia poetas que jogavam melhor que nós”, referiu um outro ex-futebolista.

Comentador desportivo dedica-se ao futebol.

PORTO - “Nunca gostei do meu trabalho e nunca me deixaram ingressar nos seniores”, disse o apresentador com 86 anos. “Nunca mais farei o que não quero”. Joel Pinho, sustentou a convicção que haverá uma equipa que o acolha e “acarinhe” porque a sua vocação era ser avançado central e teve “cerca de 60 anos para estudar a função, todos os dias” referiu. Para já o apresentador referiu estar ocupado em fazer compras para os vizinhos e mais tarde dedicar-se ao desporto “de corpo inteiro”, acrescentou.
Questionados os vizinhos do referido apresentador acerca desta decisão soubemos que “ele sempre foi vanguardista” e que “nunca nos enganou nem num tostão, mesmo quando fazia as compras na mercearia”. Joel Pinho, referiu ainda ter em sua posse uma braçadeira de «Capitão» e outra de «massagista» que obteve numa bulha de uma final da taça e que lhe permitirão entrar de “cabeça levantada” em campo, afirmou.

Vestes de Salazar filtradas pelo método Carbono X

OURÉM - Uma equipa de investigadores de Ourém vai investigar a veracidade da existência de Salazar, “ao fim destes anos começamos a ter dúvidas da pertinência do Aparelho Central e já não temos de quem fugir”, comentou o Dr. Arnaldo Pereira um dos investigadores que dirigem o projecto. “Até porque temos dúvidas quanto à nacionalidade da sua roupa interior daquela época”, disse. Respondendo ás perguntas, Morais e Cunha outro director de investigação comentou “soubemos da existência de forças que duvidam da existência de Salazar, nós vamos dar as provas”.
A experiência iniciar-se-á no próximo mês de Dezembro e terminará no mesmo mês, “porque é paga pelo nosso bolso e temos pouco Carbono ”, adiantou o mesmo dirigente.

Claques vão cobrar dívidas.

GONDOMAR – Um adepto desportivo, que não quis identificar-se, referiu à imprensa que as claques de futebol se vão organizar como empresa de cobrança de dívidas. “Estávamos fartos de não fazer nada e temos uma mais valia”. Questionado quanto ás empresas concorrentes no ramo, o referido dirigente comentou, “somos muitos mais, e mais eficazes, cobramos mesmo a quem nada deve, é uma mais valia”. Quanto aos apoios que têm, o referido adepto referiu, “não temos o apoio de ninguém, não há claques para claques, vivemos dos assaltos que fazemos aos fins de semana”. Indagado quanto à sua agenda de clientes referiu ainda que “são só mouros, para já é uma mais valia”. O referido adepto confirmou ainda que o método a usar pelas claques vai ser o tradicional arrastão e que estão a encetar negociações com as Finanças.

China adopta Direitos Humanos

PEQUIM – As autoridades chinesas divulgaram na passada sexta-feira que vão adoptar a carta dos Direitos Humanos, “para renovar as tradicionais ementas de cozinha chinesa”. “Em vez de 120 pratos vamos ter só 29, cada um correspondente aos direitos humanos, referiu Xu Lu Pion, o secretário de estado da cultura. “Mas vamos adaptar os nomes à nossa realidade pelo que desaparece o texto e ficam só os números”, acrescentou. Indagado quanto ás possíveis alterações nos comportamentos dos chineses, Xu Lu Pion referiu que apenas vão ter menos variedade, de resto fica tudo na mesma”.



Hugo Chavez perde lencinho de mão

CARACAS – Durante seis horas, na sua diária aparição televisiva, Hugo Chavez lamentou-se perante os venezuelanos ter perdido o seu lencinho de mão. A habitual transmissão televisiva surpreendeu totalmente os venezuelanos. Na primeira hora da transmissão, o presidente da Republica venezuelana, referiu-se ao lencinho como “adorado” e “inseparável”, revelando ter estado ao seu lado “mesmo nas horas mais difíceis” reconstituindo as posições com que dormia com o seu lencinho. Nas duas horas seguintes, descreveu as qualidades sintéticas do têxtil, bem como, com a ajuda de régua e esquadro, a simetria geométrica, padrão e renda. Referiu-se ainda à cor, suas qualidades, analogias e virtudes da transparência sustentando “a melhor qualidade da transparência de um lencinho é que podemos ver os nossos próprios dedos”. Observadores políticos internacionais no local, divergiam quanto a esta característica e um deles contrariou o Presidente Venezuelano: “não é a transparência que faz um lencinho”.
Nas três horas finais, com uma lista de 170 páginas, elogiou os anónimos construtores do lencinho e prometeu-lhes “terra e fábricas”, acrescentando, visivelmente emocionado, bem como “lugares de chefia ás suas famílias, descendentes, vizinhos e meros conhecidos, mas sem descendência japonesa”.
Por fim, terminou com um apelo à nação para que lhe seja encontrado e devolvido o lencinho, com o intuito de “evitar novas revoluções na economia e decapitação do selvagem branco”, concluiu.

Máfia Calabresa na Sopa.

CALÀBRIA – A máfia calabresa decidiu efectuar uma operação de charme perante a sociedade Italiana. “Achamos ser a forma mais eficaz”, disse Geovanni Giancarlo de Pientolusa, referindo-se à estratégia de marketing adoptada. Com efeito esta tradicional organização aposta numa estratégia forte: “vamos colocar os rostos dos nossos Padrigni em flocos de massa, com isto conseguiremos fidelizar as crianças e as novas gerações para a nossa causa”, disse o porta-voz da referida organização. “Já temos novos projectos como os mesmos rostos recortados de fiambre, para crianças entre os seis meses e os 12 anos, serão sempre os mesmos rostos”, afirmou.
Quando interpelado acerca desses rostos, Geovanni Giancarlo de Pientolusa referiu tratarem-se de formas ovais, sem adiantar mais detalhes.



Princesa francesa mete-se na droga.

BORDEAUX – “Tenho um passado de vegetariana e sou virgem “ justificou perante os jornalistas. “não quero casar com nenhum plebeu nem fazer o bem pelos outros”, comentou para uma conhecida revista cor-de-rosa que se recusa a publicar as suas fotografias. “Portei-me sempre bem e só me saíam plebeus com dinheiro, eu queria um nobre de casta nem que seja velho e falido, por isso ando na droga, tornei-me lésbica e escrevo poemas”, disse a citada pela revista. A princesa diz que a vida “está muito pior”, e os nobres já tem vergonha de o ser, “acham que foram designados para fazer o bem”, sustentou a referida princesa, inspirando regularmente.

ULTIMA HORA
Portugueses reivindicam mais colesterol. “estamos cansados de desfiles” referiu um dos associados.
Helena Roseta admite voltar para o PSD: “mas não volto”, disse.
Jornais vendem menos: “mas compramos mais legumes” disse um director de um vespertino.
Dirigente Saudita em Paços de Ferreira para comprar Volvo em 2ª mão, “pois”, justificou.
Samoa vence torneio de arquitectura: não estávamos à espera, nem tínhamos treinado para isso.
Tempo: sol durante todo o dia e noite a partir do fim da tarde.




















Terça-feira, Novembro 04, 2003

PATO em RECIBOS VERDES

Uma proposta ambiental, não é?

Nunca percebi esta Tendência ecológica para o trabalho. Recibos verdes porquê? Querem implementar o ambiente no trabalho? Só se for. Agradam-me as políticas ambientais, mas implementar os recibos verdes é excesso de zelo.
Acho que os recibos verdes são mais adequados a cegonhas e ao cisne da Malcata. Eu sei que é do lobo. A minha sugestão é esta: ao lobo, no seu trágico destino de pilhar umas galinhas, o proprietário passaria um recibo verde, legitimando a sobrevivência do lobo da Malcata. Á cegonha, se ao parir em cima de uma grua a ser usada na construção de uma auto-estrada, o dono da grua passar-lhe-ia um recibo verde fomentando uma bela estadia à inocente ave migratória. O mesmo se passaria com as espécies de insectos, fungos e demais plantas invisíveis.
Recibos verdes no trabalho só indica uma coisa: está-se a proteger uma espécie cada vez mais rara, o P.A.T.O. (Pessoa Alinhada no Trabalho Obscuro). Esta espécie de animal, que trabalha sem direitos para sobreviver é, para os governos, ave rara em Portugal. Mas é, provadamente, uma espécie disseminada no território, mais do que a uva. Para isso, o estado e os governos arranjaram umas subcomissões regionais de protecção do PATO. A muitas dessas subcomissões, chamam-lhe empresas, gabinetes, etc. É para disfarçar. Não são. Onde existirem recibos verdes, leitor, trata-se de uma comissão de protecção da natureza do PATO. Em todas as localidades, há entidades que fomentam a proliferação do PATO.
O PATO, sem alternativas, agradece, não faz mal e voa para outra localidade onde existam delegações similares. É a sua natureza.
A meu ver só há uma coisa que está mal, é que já são tantos os PATO’s que o Pais nem fala, quá-careja e voa.
Parece então que já não se justifica a utilização dos recibos verdes para protecção dessa espécie “rara”. É preciso, ao contrário, verdadeiros caçadores que comecem a abater esta disseminação de P.A.T.O.’s. Ou proteger os P.AT.O.’s de si próprios.
Digo eu.

augustodveza@clix.pt

Sábado, Novembro 01, 2003

RESTOS DE UMA CANDIDATURA

VOTE EM MIM:

Prometo

A minha assinatura na sua candidatura.
Isqueiros.
Tirar os empregos aos ucranianos e africanos (não teremos mais de trabalhar em conforto).
Um canal de televisão por português adulto e em idade activa (30% de 10 Milhões).
Acesso gratuito a todos os jogos da 3ª divisão de hoquei em campo juvenil-feminino-casadas-desempregadas-sector de curtumes-zona-centro-Suburbano B.
Pontos Galp.
Tirar o desemprego aos desempregados.
Guerras a torto e a direito.
Aparecer na televisão.
Crocodilos.
Comandos para todos os electrodomésticos.
Comandos para os comandos.
Roupa interior com comando.
Ginástica aeróbica no canal 2 a partir da meia-noite.
O fim da literacia.
O fim das bolsas de estudo.
Estudo das bolsas.
Mais estádios.
Ginástica aeróbica no canal 2 até á meia-noite.
Manifestações em prol da paz a torto e a direito.
Saídas á noite.
Televisão gratuita.
A invenção de um sistema de leitura de Cd's (que se chamará Cd Player).
Advogados a rodos.
Festas de advogados a torto e a direito.
Luz electrica.
Gajas.
Gajos.
Suicidios em directo.
A biografia da Madre Teresa de Calcular.
Jardins zoológicos a torto e a direito.
Internet gratuita em todos os lares (uma velha promessa, mas eu cumpro! nem que passem fome).
Filmes de terror no canal 2 em vez de ginástica aeróbica.
Telejornais em simultãneo.
Mais policia.
Organização de eventos desportivos internacionais todos os meses durante Setembro.
Pornografia juvenil, académica, de esquerda, aeronáutica, subaquática e autárquica.
Pornografia com deficientes.
Deficientes com pornografia.
Um galo por habitação.
Downloads de MP3 directamente da minha sede de candidatura.
Pintura romântica em canecas.
Textos de Beckett em grafittis.
Fotografias de Witkin em livros infantis.
Mais galos na madrugada.
Obrigatoriedade de leitura do Eça de Queirós.
Bolos.
Mundos e fundos.
Videos de Hugo Chavez.
O fim da pontuação nas frases.
Energias alternativas baseadas em caca do nariz.
Um sistema de teletransporte para o Bom Jesus, Braga.
A substituição de escadas por rampas em todos os prédios.
A substituição de rampas por escadas em todas as garagens.
A substituição de prédios por rampas e escadas.
Discursos durante a madrugada.
O fim da dúvida publica.
Processos judiciais á monarquia e seus descendentes por danos ao auto-conceito social.
Um dia na vida de um enfermeiro.
Viagens gratuitas a Castelo de Paiva.
Troca de cassetes video por senhas de gasolina.
Troca de senhas de gasolina por cromos do Pokemoon.
Troca dos cromos do Pokemon por plantas interiores.
Troca de plantas interiores pelas mesmas cassetes video.
Referendos a torto e a direito.
A passagem da Assembleia da Republica para a a Aula Magna (eu sei que não é original).
E mais tarde para o Estádio da Luz (tambem não?).
Devolver o desemprego aos desempregados.
Não pagar o trabalho (eu sei que não é original).
Fim dos recibos verdes.Recibos roxos.
O fim da leitura ("um livro é para folhear, cheirar, rasgar, limpar ..." menos para ler).

augustodeveza@clix.pt









ESCURIDÃO

Território.

Há alguns meses desfolhando uma revista de arquitectura deparei-me com uma fotografia de satélite nocturna da Pninsula Iberica.Sendo nocturna,essa fotografia demonstrava a iluminação de Portugal e Espanha. E não haveria nada de novo se não fosse esta realidade, enquanto no território espanhol se mostrava uma teia de iluminação disseminada pelas províncias (no plural, note-se),com pontos mais densos em Madrid e em Barcelona, em Portugal verificava-se uma outra disposição: apenas se via o litoral iluminado (é que nós temos uma só província, o interior).
Não se detectavam pontos visíveis no interior do território português (se a fotografia fosse tirada no verão passado tal, tragicamente, não sucederia).
Para piorar, a zona com maior incidência de iluminação, mais que Barcelona ou Madrid, é o Litoral norte, de Aveiro á Povoa de Varzim, presumo que para se tornar vísivel da lua.
Isto demonstra a politica territorial portuguesa dos ultimos anos: um litoral sobreconcentrado, um interior ignorado (nem luz tem)e a condição de provinciano a todos os que não estejam á beira-mar pasmados.
Enquanto a Espanha, com as suas históricas questões regionalistas, soube territorializar com maior eficácia a sua democracia - a sua rede eléctrica demonstra-o - Portugal na sua tradição centralista não passou do "sonho" do litoral. A fazer o quê? A sonhar com os voados navios.

augustodeveza@clix.pt

A TEMPO

TERRA

Tenho lido e procurado informação acerca do ambiente na terra. Das mais apocalipticas ás mais cépticas e optimistas, o panorama é consensual. Devastação de áreas florestais, recursos fosseis em esgotamento. Para piorar, parece que há um asteróide em rota de colisão com a terra (é só uma teoria: www.jmccanneyscience.com)
findas estas leituras, só me resta uma pergunta: enquanto espécie, ainda vamos a tempo?

augustodeveza@clix.pt

4

1. Eu sempre soube que não ia longe. Acho que estudei de mais, li os livros que poucos - ainda assim demasiados - leram e desisti facilmente. Comovem-me as histórias de sucesso de emigrantes. Comove-me a vida em geral.

2. Um dia com falta de amigos, ou alguém com quem desabafar encontrei um livro chamado conversas com Deus. Imitei-o logo. Descobri que o melhor amigo que se pode ter é Deus, que de facto nos providencia tudo. Mais, Deus está nos nossos familiares e amigos, que são os enviados desse Palerma.

3.Este blogue obriga-me a trabalhar, faz de proposito, porque o meu signo sugere preguiça.

4.Há conspiração quando alguém desconhecido bate á sua porta, aparentemente, por acaso.É um aviso.

augustodeveza@clix.pt

MISÉRIAS

DESEMPREGO, POBREZA, CRIME:
Nada disto preocupa o governo português. Daí as boas vindas na Luz ao primeiro-ministro.Para o governo português isto não é uma riqueza nacional, riqueza são os estádios.Aí é que se está bem.Afinal foi um governo eleito para não resolver os problemas nem governar. Iluminados os que votaram neles, estavam na luz em maioria. Ou eram todos socialistas?
Miséria maior, há?

augustodeveza@clix.pt

SAUDADES

PORTO TRACINHO MEDO

Durante praticamente 30 anos vivi no Porto. Pelo menos durante o dia. Foi sempre uma cidade que nunca admirei nem amei nem nada, precisamente porque pensava que o mundo era o Porto.Ia lá amar a realidade. Mesmo indo visitando cidades maiores, sempre achei o Porto uma cidade de referência mas o Dr Fernado Gomes estragou tudo.
Fez vias rápidas para sair e não para entrar, não pecebeu e por isso não apoiou a agitação local e preferiu o Abrunhosa. Mais tarde com a capital da cultura (uma ideia generosa de inicio)moribunda, o Porto mostrou o ermo que é.Ninguém. Hoje é pior, uma ex-aluna minha ameaçou-me com porrada por ser benfiquista numa cidade do Porto - também quem é que me mandou "assumir". As seitas clubisticas varreram a cidade, estão melhores, graças a quem. O que me integrava na cidade era a minha presumida cultura, a musica que ouvia, essas coisas, hoje nem lá posso entrar, eu sinto, não vale a pena festinhas.Nunca fui em futebois, e se nasci benfiquista (nasci mesmo) presumo ter direito a uma individualidade de escolha. No Porto não tenho. Uma cidade que absorve grande parte da mão da obra nortenha não teve capacidade de se diversificar - não espanta que grande parte daqueles que puderam terem fugido.
Fui ver á Maia e a Matosinhos, melhorzinho, mas o mesmo síndrome localista.
O síndrome que culminou no Limiano. Não se pode viver, mas ser como os outros.Num ódio primário e crónico ao governo central.
Não há nenhum regionalismo que não emerja sem o reconhecimento da autoridade central. As ultimas décadas impregnadas de termos como autonomia, a torto e a direito, procurou destituir os governos centrais da sua tradicional tarefa administrativa e governativa. Tal aconteceu porque governos menores deixaram-se arrear pela ideia da "ingovernabilidade".Não deviam. Porque criaram ao povo a falsa ideia de ser soberano, com o intuito de livrarem-se do povo.O resultado está á vista: um arrumador é enxovalhado na rua em vez de se responsabilizar o estado pela sua condição.Marcelo Caetano tinha razão quando perante Salgueiro Maia, no 25 de Abril proferiu que "o poder não pode cair na rua".
O povo devia começar a desconfiar do estado quando este lhe "quer" dar poder,o que o estado pretende é livrar-se das suas obrigações. O povo, com uns bolos e um arroz de polvo lá vai contentinho, autónomo, vigilante, armado, lixando e moralizando o parceiro.
O Porto, como esteve sempre em segundo lugar deixou-se embarcar na ilusão de ter adquirido poder. E de facto assim foi, mas perdeu-o, porque caiu na rua.
Portugal definha.Provem-me o contrário, porque nem nisto tenho qualquer convicção.

augustodeveza@clix.pt

POBREZA?

NÃ-NÃ.

O Bloco de Esquerda interpelou o governo acerca da pobreza em Portugal. O governo que só quer agradar a empresários falidos em choradinho e compradores de topos de gama em segunda mão (que treta) entrou em processo de autismo declarado. O governo não ouviu, respondendo com a mesma frase. O governo português esqueceu-se do parlamento. As televisões, alheias ao facto (não digo ao acontecimento) pressionadas pelo habitus passarão os ansiosos idolos e os tenebrosos irmãos enormes, a velhinha rtp vai dormir consolada com os seus irmãos africanos.
A pobreza em Portugal não se debate. Para o Publico não há. Para o Expresso não há. E as televisões como têm uma imagem a defender, não tocam no assunto, para a comunicação social a vida portuguesa é toda sucesso. Os portugueses passaram a pensar o mesmo. Eu só tenho de comer (banho,vestir e Net) porque aos 37 anos ainda vivo em casa dos meus pais.Pobreza em Portugal, nã-nã, é mais euro 2004, Figo e Simão da Saborosa. Fraudes constantes que não acrescetaram um unico segundo á vida - a não ser, cinicamente, a sua - têm sinais de evidência porque há uma imagem em Portugal a defender. Não há.
Mas a comunicação social, sem gente, qualificações ou rasgos de leitura inefavelmente continua a ignorar a realidade portuguesa, em jantares, presumo.
Para a comunicação social é mais grave a ausência de educação dos dirigentes portugueses do que não receber salários ou mendigar.E sejamos sinceros, se não fosse a palavra «sexo» enfaticamente repetida, o caso da Casa Pia tinha sido esquecido como o do Padre da Madeira. Eu é que não voto. Nessa gente? 'da-se!
Eu sou da direita ambientalista, e tenho uma enorme admiração pelo Bloco de Esquerda, a partir de hoje.
Como não vou para o céu, deixem-me dizer uma coisa: Não há pobreza em Portugal,o que não há é "cabeça", pobreza de espírito, (Pizza de espirito, Espírito á transmontana, esparregado de espírito, mousse de espírito).

augustodeveza@clix.pt

A SEITA

PECADOS SOCIAIS

A igreja não tem nenhuma autoridade para dizer o que é pecado. A igreja é constituida por teologias,tabelas de comportamento e alvíssaras.Recentemente, a igreja, faz enormes esforços para se infiltrar na sociedade portuguesa. Isso só acontecerá quando se aperceber e abadonar o seu papel de legitimação dos fortes sobre os fracos. Ou não é aí que os "pecadores" vão procurar redenção?
A igreja não sabe o que quer, ser um universo paralelo ou ter poder politico.
Por isso, não espanta que a igreja quando fala em pecados sociais vai incidir sobre o comportamento do inviduo, sempre sem tocar nas suas próprias obras faraónicas e nas que o estado construiu sugando o contribuinte.
Eu gostaria que a mensagem da igreja fosse redentora, mas não é. Apenas legitima velhos poderes.
Pecadores sociais.

P.S. Há por aí um movimento de desbaptização, claro que a igreja se apoderou do conceito de vida e diz que o baptismo é um "sacramento" para a vida.Não é. Como é que me desbaptizo? Não pedi nada.

augustodeveza@clix.pt

PALAVRAS PARA NADA

Nação,
nacional
superior
glória
inefável
depressão
mais
contemporâneo
resultado
ia
farmácia
obrigação
viagem
divertir
sonho
positivo
auto-conceito

(continua)

augustodeveza@clix.pt

O ESTADO

POIS.

O estado tirou a vida a uma cidadã do Instituto Ricardo Jorge e só a voz de uma funcionária que corajosamente (porque estudou num pais anglo-saxonico) soube mostrar, colocando o estado nos tribunais, felizmente mais soberanos que os lobies politicos.
Portugal é um pais sem um plano, por este andar e não é um presidente da republica optimista que vai fazer levantar um país.
Na verdade como nos avisou a referida funcionária, Portugal não tem rumo nenhum. Não tem uma estratégia. O Estado português não chegou a nenhum lado.
Trabalha-se no estado por sobrevivência, dá mais do que o subsidio de desemprego. Porque os politicos que o governam, sejamos francos não têm mais do que uma ideia de bairro.
Pague-se essa condição.

augustodeveza@clix.pt

MONEY

O dinheiro.


Parece que o dinheiro é coisa má. Talvez seja por isso que não o temos. Uma ideologia do empobrecimento sugere que o dinheiro é contrário ao "espírito"; a mesma que diz que "não é desgraça ser pobre". De onde vem essa ideologia? Dos ricos. Daqueles que retêem os recursos e consideram inutilmente a "criatividade" uma "maneira de estar" na vida.
Por isso, acham que não é desgraça ser pobre. Afinal, vive-se na mesma, se não há charutos há beatas. Se não há bife, há restos, não se come na mesma? Onde é que está a desgraça? A roupa não é toda igual? Não aquece na mesma?
É a ideia de que o dinheiro é uma coisa má que fez que uma sociedade se tornasse pudorenta em relacção a esse recurso, escondendo-o, por exemplo.
Quantos de nós sabemos quanto ganha o nosso patrão ou quanto ganha o ministro da defesa? Quantos de nós sabemos quanto ganha um reformado? Quantos de nós queremos que os outros saibam quanto ganhamos e como? O dinheiro e o seu valor está escondido na retórica.
Nas empresas deveriam ser afixados os salários dos trabalhadores e os rendimentos dos proprietários, porque é num clima de claridade que as coisas avançam. Se isso acontecesse dava-se uma pequena revolução.
Se as pessoas querem dinheiro é porque sabem que ele existe e está parado. Porque NÂO HÀ DINHEIRO MAL GASTO. O dinheiro é para nos sevir e não nós para servirmos o dinheiro.
Foi ainda a lógica do dinheiro escondido (o segredo) que permitiu que se criasse uma fantasia chamada bolsa de valores. aqui, o dinheiro não existe. O que existe é o valor da transacção que, medido em dinheiro, nunca muda (em essência) de mãos. Por isso nunca retorna. Repare-se se alguém compreende a lenga-lenga de um dealer da bolsa. Ninguém, é apenas uma "elite" a configurar a linguagem do seu poder sobre o dinheiro, não admira que hajam crises. A linguagem do dinheiro é tabu. E como é uma coisa "má" deve ser ocultado ao povo."Não é desgraça ser pobre"! Desgraça é cantar o fado.

Uma segunda revolução dar-se-ia quando no preço final de um produto estivesse afixado também o preço do seu custo.Aí, cairiam os santos.
As pessoas procuram preços baixos porque gostam do dinheiro, gostam que o dinheiro lhes seja util. Gostam de ganhar dinheiro, gostam de receber ao fim do mês e não gostam de pagar porque gostam do dinheiro.
O dinheiro é circulação. Tê-lo é circular. É bom circular.
Vivemos numa sociedade em que as coisas boas são para poucos e as coisas más para muitos. Como dizem os brasileiros, "pobre só come frango quando um dos dois está doente".
Por mim eu só quero é dinheiro. Digam-me os populares o que é que isso tem de mal?
Corrompe-me? Se não o tiver sou violento e assalto casas e bancos. Ou peço á banca sem a intenção de pagar. Não foi isso que aconteceu na sociedade portuguesa na última década? Porque é que os crimes financeiros foram os tipos de crimes que maior crescimento tiveram? Porque é que se fala tanto em corrupção nas finanças? Porque os portugueses são "inatamente" criminosos? Porque não lhes pagam? Ou essencialmente porque os iludiram quanto ás suas expectativas?

augustodeveza@clix.pt



JUSTIÇA LENTA

Maria José Morgado

A entrevista de quinta-feira passada de Maria José Morgado(30 de Outubro) á RTP 1, deixou-me um pouco decepcionado. Não que tivesse alguma expectativa nem que esperasse qualquer afirmação bombástica. Mas pelos parcos "danos colaterais" que surtiram.
Parece que o crime organizado e da alta finança não tem nenhuma importãncia para os portugueses. Se olharmos á nossa volta todos conhecemos casos de enriquecimento e, simultaneamente empobrecimento, rápido.
Porquê? Porque a justiça não funciona.E não funciona porque a sociedade portuguesa está apática. Maria José Morgado sugeriu muito a propósito: "o interesse particular, em Portugal, sobrepõe-se ao interesse publico". É um facto. Para ela, os portugueses estão com medo e amnésicos nos seus direitos e deveres sociais (basta os direitos).
Com toda a razão, reformas tão necessárias que vão contra o crime organizado como o cruzamento de dados na adinistração publica e o fim do sigilo bancário, são as unicas maneiras de combater as faraónicas e suspeitas empreitadas dos ultimos 10 anos.
Para dar um exemplo, na minha freguesia a probabilidade de prosperar aumenta exponencialmente se estiver ligado ao poder politico.Dou provas e basta verificar.Nas palavras da entrevistada isso justifica-se pela razão de que os planos directores municipais terem a alcunha de "pastilhas elásticas".Um instrumento legal que, em Portugal,ninguém respeita e ninguem vai preso por isso.È por taxas de alccolémia.
Mais inquietante é estarmos a ser governados por criminosos. É que segundo a entrevistada as autarquias e autarcas obtiveram um grande nºde penas e sanções legais - que pouco foram divulgads pela paróquia. Para os jornalistas isto não conta, como Houdini, querem desviar a atenção para casos menores, deixando prosperar o grande crime impunemente.
O povo, pretensamente deprimido, só se lembra da pedofilia,das torres gémeas, Iraque e Timor.O povo anda deprimido porque é culpado.È culpado de ver estádios sumptuosos (para alguns, "lindos")a serem construídos rapidamente enquanto se morre na rua por falta de comida e assistência médica.
Da entrevista de Maria José Morgado não sairá nada. Resta-nos o contentamento.

augustodeveza@clix.pt

CONTRA FRAUDES

Manuel Sá

Como apoiar este transmontano?

augustodeveza@clix.pt

TRANSMITION

Mail Recebido (transcrevo na íntegra)

"Não há mal que sempre dure!
SÓ PARA VOSSO CONHECIMENTO.
Barbara Guimarães recebeu até Outubro de 2001, durante todos os meses,
5.000 euros (1000 contos) do Ministério da Cultura para realizar um
curto programa diário na RDP-Antena 1. Ao todo foram 60.000 euros (12 mil
contos)recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mês em 2001. Ou seja, o Estado Português gastou com Barbara Guimarães um total de 110.000 euros.
Tudo graças à amizade então existente entre o ministro da Cultura e a
conhecida estrela de televisão. Manuel Maria Carrilho subsidiou o
programa,um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de
segunda a sexta-feira na RDP-Antena 1. Os 5.000 euros mensais atribuídos
por Manuel Maria Carrilho a Barbara Guimarães foram pagos através do Fundo
de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura e
presidida pela actual secretaria-geral do ministério, Helena Pinheiro
Azevedo.
Este deve ser o dinheiro que um contribuinte médio faz de descontos
UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir !!! Propomos que todos os que recebam este mail façam forward, em forma de protesto.

Como diria o ilustre Manuel Maria Carrilho no telejornal?
1. Chocado !
2. Surpeendido !
3. Envergonhado !
4. Apanhado !
5. Escondido com rabo de fora !

Quem sabe, alguém ganhe vergonha na cara. "

RETRATO

Festa no Litoral.


O Euro 2004 está aí à porta. Vai haver futebol para as massas ignaras e uma receita para os cofres do estado, independentemente do seu sucesso.
Poderemos ver brilhar as maiores glórias do futebol europeu e mundial. Deslumbramo-nos com as luzes e as cores em cetim dos visitantes estrangeiros, sempre mais avançados do que nós. Veremos ainda a equipa indígena esforçar-se no seu mais brilhante marketing de pré-vencedor.
Porém o euro vai trazer problemas. Os eventuais estrangeiros confrontar-se-ão com uma desorganização urbana generalizada.
Não é que Portugal não estivesse preparado para o evento, mas realizá-lo é submeter-se ás estratégias de outros países europeus. Isto é, enquanto se organiza o Euro, os espanhóis, por exemplo, organizam a sua Ciência, Comércio e Industria
Não senti nenhum orgulho patriótico ou algo de bom quando da revelação da organização portuguesa do Euro 2004. De facto, fiquei apreensivo. Imediatamente veio-me à lembrança onde estariam as estruturas necessárias para a realização do evento.
Passados alguns anos, tudo permanece essencialmente na mesma. Para além de alguns desvios rodoviários centralizantes, o evento já provou que não trará nada de novo. Ao longo destes anos só provou poder causar sacrifícios à bolsa dos pagadores. Não me parece que algumas horas de prazer múltiplo possam compensar essa decisão.
O estado português alinhou no resvalo. Parece que por prestígio e visualidade. No fundo o estado, que mostrou não ter nenhuma estratégia, está receptivo à mais ousada aventura. Não é por acaso que hoje se vêm jogadores insanos a preparem-se para os seus minutos de fama. O estado aplaude o esforço - dos outros - já que não faz nenhum. Além disso, surgiu uma quantidade de actores perfeitamente prescindíveis para a saúde do país. Tunas e clérigos embarcam na ousadia., para praxar os visitantes, presume-se.
O Euro 2004 não trouxe, não trará nada de durável e consequente para o país. Nem para o desporto em si mesmo. Talvez para o futebol e os seus donos. Mas não para os habitantes.
Como muitos já fizeram, comecemos a esquecer mais uma aventura ousada, típica de um país que está mal e à espera de um messias – neste caso um evento – que o salve de “trágicos” e fatais anos de pseudo-isolamento.
Contentinhos.

augustodeveza@clix.pt

LOVE WILL TEAR US APART

FALHADOS,OUTRA VEZ.

- Porque não te suicidas?
- Não sou suficientemente infeliz.
Samuel Beckett, IN Fragmentos de Teatro II.

Os portugueses não perceberam nada. A época de "crise" que se vive não significa o desmoronamento de nada. Afinal não caiu nada, de estrutural. O que aconteceu é que os portugueses viviam acima do solo uns centímetros, caminhando nas nuvens dos subsídios.
O dinheiro que veio da europa foi distribuido para importações e decorações. O fluxo subsidiário parou, os portugueses desceram á terra e verificaram que não tinham feito nada em 10 anos. Andaram contentinhos com o consumo. Muito raramente com a produção. Alguns que julgam andar acima da crise julgam que fizeram melhor. Não fizeram. Embarcaram como os outros na fuga fiscal e na exportação de capitais para o estrangeiro porque "intuiam" que mais tarde ou mais cedo eldorado terminaria.
Eis a suprema glória de um pais "solidário". Portugal é uma pais que se solidariza com toda a gente, na pobreza e no crime.Foi um autarca eleito da nossa praça que perante a fraude das viagens da assembleia da republica, afirmou "todos faziam o mesmo". Hoje é presidente de Cãmara de uma das zonas mais influentes do país.Visivel da Lua.
Não há conhecimento de pessoas honestas serem populares ou elegíveis.
Admito que exista um tecido empresarial informado e ciente das tendências económicas e sociais de que dependem. Mas a maior parte daquilo a que se chama empresa em Portugal não passa de uma domesticação de maus hábitos.
A única maneira de filtrar esta situação seria criar o máximo de confederações, e associações intermédias que favorecessem e amparassem em métodos e processos a produção individual.Só que os portugueses ainda desconfima do vizinho, quanto mais de outros processos, já para não falar de outras culturas - não sei Porque é que os ciganos não são associáveis como qualquer cidadadão, em Portugal não são.
Os Portugueses trabalham imenso, diz o Sr. presidente da Republica, mas fazem-no por falta de organização, acrescento. Porque são os que menos ganham.O governo sabe isso.Os sindicatos sabem-no. Só os produtores e trabalhadores parecem não sabê-lo. Porquê, porque não tem revelado capacidades associativas - julgam que vão perder com isso. E de facto vão, mais tarde, ganharão. Mas ainda não conhecem a lógica.
Não defendo um corporativismo, muito menos a lógica do pato bravo. O que defendo é uma partilha de competências, associativismo. Porque é que não há uma entidade, por exemplo, que regule os salários de todas as empresas, por exemplo,do calçado de Montesinho.Isto diminuiria a gritaria sindical e o individualismo empresarial. Foi um exemplo, porque é que as empresas de leça não criam uma associação para a promoção das empresas de Leça? Porque é que os lavradores da Maia não criam uma associação de intercãmbio cultural com ouros agricultores da Europa ou de outro continente? Têm muito trabalho, estão muito ocupados, com quê? Consigo próprios. É pouco.
Assim se vê que o problema português não é falta de auto-estima (um conceito sinistro) mas ausência de organização, processo e métodos, enfim, ideias.
Portugal confundiu "competição" com "competitividade". Não entendeu que a diferença entre um conceito e outro é que a competitividade não tem campeonato.E entre um conceito e outro os Portugueses escolheram o campeonato.
Os portugueses, pouco habituados a criar julgavam que a "máquina" funcionava só por si.
A máquina falhou.Outra vez.

augustodeveza@clix.pt

RESSENTIMENTO

Ex-Profissão: formador.

A melhor característica da actividade de formador é a proposta de trabalho com turmas heterogéneas, com níveis diversos de qualificações e conhecimentos. É uma actividade que exige esforços pedagógicos consideráveis, e por isso entende-se que deve ser bem paga. Qualquer actividade para ser bem executada necessita do apoio, não só dos envolvidos, como da sua suficiente remuneração.

A formação profissional enquadra-se num objectivo que consecutivos governos aclamaram como prioritário para a renovação do “tecido laboral” português. De acordo. A única maneira de recuperar hábitos de trabalho praticamente auto adquiridos, seria criar, no “tecido” novos hábitos de trabalho em que o conhecimento, a informação e a tecnologia, seriam prioridades. É uma boa política do governo português – embora sob condição da União Europeia – e pouco tem sido relembrada num país dado a diagnósticos sumários e fáceis.

Ao longo da minha actividade nesta área, encontrei de tudo; desde o mais puro messianismo ao velho cepticismo. Mas em síntese, encontrei empresas realmente empenhadas em dotar os seus formandos em melhores trabalhadores e cidadãos, melhorando-lhes o desempenho, colocando-lhes novas perspectivas, sobretudo dotando-os de poder comunicativos – que é o que está na base de uma comunidade (pouco importando o seu “sucesso”).

É verdade que um tecido económico necessita de agentes competitivos. Porém, essa competitividade só é exercida através da comunicação, de um nível que só a escola e – agora – a formação podem fornecer. Pareceu-me sempre algo de bom para fazer.

No entanto a maneira como os formadores são tratados não me é digna. Numa eterna situação de recibos verdes, sem direitos legais que, como numa história aos quadradinhos, super-heróis se dedicam ao ensino para salvação mútua. O estado mostra, mais uma vez, não estar à altura dos seus cidadãos.

Os formadores recebem com alguns variáveis meses de atraso o vencimento pelo seu trabalho. Essa condição manifesta-se logo em desqualificação profissional: ao nível pessoal (destituindo o formador de recursos para a sobrevivência diária), ao nível profissional (destituindo-o do investimento técnico-pedagógico nas áreas em que está envolvido). Isto é o princípio do fim. O formador não tem dinheiro para ir trabalhar, não vai – desmotivação dos formandos; o formador não tem dinheiro para comprar instrumentos, livros, investigar, vê a sua actividade decair.

A formação não é paga a tempo e horas para sustentar a qualidade da formação.

Encontrei diversos casos: tragédias encobertas, medo de declarar estas situações. Mas o pior foi encontrar empresas que não protegem os seus formadores, não reivindicando estas condições básicas. Num conluio óbvio com o estado, as instituições de formação não protegem os seus formadores. Desincentiva-os.

Quais são essas instituições? Um dia investiguei, souberam que investiguei, despediram-me. Motivo: “é mau para a imagem”.

Parece que as empresas não são obrigadas a pagar regularmente aos formadores. Mas os formadores são obrigados a trabalhar regularmente de graça, passar fome e pedir dinheiro emprestado para ir trabalhar. E serem despedidos em caso de revolta.

Para receber dinheiro da formação, as empresas exigem que os formadores tenham regularizado a sua situação na segurança social e nas finanças – uma directiva do estado. Quando os formadores recebem, pagam dividas, abastecem de gasolina e, provavelmente, compram alimentos. Outros, mais abastados, pagos regularmente noutras actividades prioritárias, não necessitam disso e fazem da sua actividade uma acção silenciosa.

O estado faz de nós criminosos. Paga tarde, muito tarde, e quer que tenhamos regularizado as situações a tempo. Será que o estado sabe o que significa cidadania fiscal? Ou continua a ignorar os seus cidadãos? O estado quer sacrifícios? Arranja-se já uma ovelha, um altar e um cálice; só falta o feiticeiro.

Em tempos a formação era paga a horas. As actividades para o estado eram pagas a horas e mesmo a recibos verdes lá se ia vivendo. Num país em que o estado é senhor de si, as coisas não funcionam por si mesmas. É necessário usar roupa colorida para receber dinheiro por trabalho. Não é do meu carácter. Trabalhar para o tecto só ficaria bem num estado teocrático.

O INOFOR e as instituições que regulam a formação são absolutamente indigentes neste aspecto. Ao longo de todos estes anos ainda não foram capazes de resolver qualquer situação. É que são estas instituições que possuem os instrumentos ao seu alcance. Instituições compostas por elementos (pagos?), para, presumo, servirem a formação não para serem servidos. Presumo, já não tenho a certeza.

Parece-me, então, que o silêncio que se denota da formação profissional no nosso país deriva mais do seu disfuncionamento do que da sua pedagogia. É que, bem vistas as coisas, são mais os defeitos do que as virtudes. A formação profissional, cheia de indignidades, compadrios e conspirações não funciona. Superou a sua real intenção de motivar o “tecido laboral”, mas artificialmente, porque incapaz de ser exemplar. Não é nenhuma novidade no trabalho, apenas faz parte do pobre modelo laboral português do recibo verde, do amigalhaço (a única virtude), dos impostos desajustados. A formação profissional mostrou ao longo destes anos que está mal.

Em Portugal a expressão máxima é: não estudar. Não se pense por isso que haja alguma missão portuguesa em formar novos trabalhadores e desempenhos. A única missão portuguesa foi captar dinheiro e mantê-lo. O estado chamou formadores tornou-os atraentes (catalizadores de guita) e depois pede que lhe devolva o dinheiro. Afinal quem é que fez o contracto com a união Europeia, o Estado ou os cidadãos?
Foi o Estado.Só que a União Europeia não sabe.
Já entendem o ressentimento?

CHILLOUT

A SECA DA FALTA DE AMBIENTE.

O grande problema português não é tanto o social, mas o desenvolvimento sustentado de uma sociedade. Os problemas sociais sempre irão existir e os desnivelamentos sociais, uma característica das sociedades industrializadas e tecnológicas. Claro que existirão sempre classes sociais, mais "fracas" ou como dizem os economistas "inúteis". Para esses deve haver um amparo sempre especial permanente e firme (que espero se mantenha), para não se deixar cair no esquecimento os ditos "inadaptados".
Mas, nos últimos anos, a fronteira entre os que devem ser ajudados e os que não precisam de ajuda esbateu-se. Possivelmente com prejuízo para aqueles que "não sabiam" que precisavam de ajuda, mas para a manutenção de uma industria de apoio social que se tornou caduca e estéril (como prova a Casa Pia e a concentracção institucional).
Geraram-se múltiplos interesses sociais, hierarquicos e lucrativos em considerar largas franjas da sociedade como pobrezinhos e coitadinhos.É que anda muita gente a comer o Estado só para manter a sua "posição social" - paternalista/maternalista.
As politicas sociais se não forem revistas não poderão libertar o Estado para realizações de futuro. O ambiente. Coragem senhores governantes, ganhem coragem e não vão para a guerra.
Portugal tem perdido constantes oportunidades de se realizar em termos de uma politica eficaz de ambiente. Primeiro, foi a Expo, uma obra megalómana e, essa sim verdadeiramente inútil, que soube consumir recursos financeiros e materiais para a concentração de uma pretensa megalópole em Lisboa. (O consumo de uma noite de Luz num estádio, dá para limentar uma cidade por vários meses já para não falar de Net) O segundo erro será o Euro 2004, mais um desvio da politica portuguesa - a inutilidade do Euro 2004 não está só no plano da sua impertinência para o país, mas na demagogia com que foi criado - para obter o amor das massas, o poder politico ficou refém de um projecto verdadeiramente inconsequente - quem o vai pagar são as gerações vindouras, não os seus promotores. Eis uma herança.
Esta megalomania de elefantes brancos prova que Portugal tem recursos humanos, financeiros, materiais para empreender qualquer obra. O problema está na obra que emprendem.
Porque não começar a pensar (megalómanamente) em projectar uma rede de produção de energias alternativas (éolica, solar)sem obrigaçõ das directivas comunitárias? Portugal ainda se fica por projectos "experimentais". Anda atrás da bola, a dar sopa aos pobres e a gerar "emprego" artificialmente só para não abarcar com crises sociais.
Se grande parte das Guerras do sec. XX têm como origem o controle dos recursos naturais e energéticos, ainda não entendi como é que não se aproveita o vento e a luz solar (bens comuns e não particularizáveis)? Só encontro uma razão para não se ter avançado com esta solução: interesses corporativistas sejam empresariais ou sociais. A ideia que eu tenho de um Estado é a de uma entidade corajosa que saberia ultrapassar as meras designaçãoes sociais eternamente presentes. Ao Estado caberia esse papel empreendedor e negociador, não apenas o de um, em vigor, paternalismo social.Na Dinamarca o pioneiro da utilização da energia eólica foi visto como um louco na sua época (quando só quis põr o seu moínho a funcionar autónomamente), hoje é uma referência para os dinamarqueses.
Eu vejo na rua manifestações "contra" uma coisa, não as vejo a "favor" de uma coisa qualquer(ambiente, por exemplo) porque não dá votos aos seus promotores.
Verificámos actualmente que os tiranos (americanos, cubanos, venezuelanos, iraquianos, etc.) são aqueles que se sentam em cima de barris de petróleo - energias não renováveis e caducas dentro de 30 anos - ou detém monopolios na tecnologia que depende das energias fósseis. Quem se sentaria em cima do vento ou do sol? É verdade que tudo se paga. Mas porque não implementar uma industria (nacional ou nacionalizada) de tecnologia para captação de energia solar ou eólica, com aplicação no território português e para exportação?
Lembremo-nos, que os humanos dependem da luz do sol (fósseis: carvão e petróleo) e vivos (animais e plantas). Poderíamos, dessa maneira, adquirir a luz do sol, directamente da fonte sem o intermediário fóssil. Poderíamos terminar com os atentados ecológicos evidentes na construção de barragens. Poderíamos terminar com as tentações de tirania quando as energias se tornarem comuns e não propriedade aleatória do país em que calhou serem descobertas. É que vivemos num planeta em que onde não há sol, há vento e vice-versa. Em Portugal, temos ambas as coisas (para alguns, desgraçadamente).
Mas o que falta em Portugal, não é apenas uma verdadeira politica de ambiente.
O que falta em Portugal é tomates.


augustodeveza@clix.pt

ANTI-SEMITISMO

Um deputado da CDU, na Alemanha resoleveu levantar o véu do anti-semitismo encoberto. Parece que a lei alemã não permite nenhuma manifestação pró-nazi ou de anti-semtismo - mais uma vez são necessárias as leis.
Porém, o mais interessante são as justificações do referido deputado alegando que "as atrocidades cometidas no período de Hitler são comparáveis ás cometidas pelos judeus na revolução russa de 1917".
Um pouco de memória ajuda sempre á verdade histórica.
Os judeus, um grande povo, tendem a reinvindicar a memória para o holocausto com profunda razão, mas a história está por contar.
Há algum Spielberg que fale nas atrocidades cometidas pelos aliados contra o povo alemão na invasão da Alemanha? Não, está esquecido.Na história da Europa, como de outros continentes há sempre a tentativa de reinvidicar dominação, mas a isso não se chama História chama-se ilusão, truque - por isso Houdini ficou na História, com a sua hábilidade de desviar atenções.
As declarações do referido deputado alemão não redime ninguem de qualquer atrocidade, mas ajuda a repor a verdade histórica, algo desprezível nestes dias de ideologia da prosperidade.Vai ser punido or isso.

augustodeveza@clix.pt

CRIANÇAS COM FILHOS

Nos ultimos anos deparei-me com um fenómeno social cada vez mais vulgar. É que crianças têm e cuidam dos filhos. Quando géneros com 30 anos se sentem hábeis para terem filhos, algo vai mal na sociedade. Entendo, grande parte das mulheres quando começam a sentir incapacidades sexuais atractivas voltam-se para os instintos maternais. Vive-se numa sociedade com pressa, a mesma sociedade que inventa os antidepressivos.
Como é que crianças com 30 anos que nem sabem ler ou escrever vão dar educação a crianças? Como é que educadores infantis têm menos de 50 anos? Que experiência têm da vida para transmitir? Eu quando vejo os meus sobrinhos fico apavorado, e não se imagina o que invento.
Nada disto espanta numa sociedade em que os velhos vão para o caixote do lixo, em que a sua utilidade se presta a engrossarem filas nos correios para receberem uma prestação de reforma que alivie a sociedade juvenil e contentinha na sua má consciência.
Em Portual cada vez mais se têm filhos mais tarde. Excelente, é um bom sinal.

Crianças com filhos 2.

Numa das edições do Publico de Agosto vinha aquilo que sugeria ser uma "experiência inovadora" com "bem sucedidos resultados". Em França um centro de acolhimento infantil tinha durante um dia ou outro,havia feito partilhar as actividades dos infantes com "velhos". Ele falava-se tão bem dos resultados da dita experiência. A mim não me surpreende. Lidar com crianças não se aprende nos livros de Rogers ou nos cursinhos de Educador. As crianças, se bem me lembro, veneram rugas.Onde, como nos troncos das árvores, se inscrevem anos e ciclos de vida.
Os velhos têm uma utilidade social: a da transmissão da experiência e uma soberana leveza que lhes permite falar realmente do que é importante.Mas isso era antes de irem para ghettos.Ou se iludirem com peelings.
Hoje quando são soltos, tornam-se "bem sucedidos".Cobaias de "experiências" de uma sociedade asséptica e higienista.Já agora,porque é que nos concursos televisivos não colocam velhos a fazer o papel que as mesmas múmias loiras fazem?
A nossa sociedade é totalitariamente juvenil. Alimentadinha a iogurtezinhos.
Não tenho filhos, mas se nesta altura do campeonato soubesse que um filho meu estava a ser cuidado num presumido infantário por uma adolescente com 30 anos, tirava-o logo.
A experiência de vida conta e muito em relacção a tudo.Só assim se pode destruir a ilusão.

augustodeveza@clix.pt

ESTA SEMANA

Feliz

Energias alternativas
Aumento dos parques eólicos em Portugal.
Energia solar, sistema foto voltaico.
Infelizmente imposto pela CEE
Criação de Banda 1000 vezes mais rápida do que a ADSL (vem de Espanha)
Abertura do Programa Erasmus a outros continentes.
Electronic
Poemas de Catherine Tenan
As conversas com Deus de Neal Donald Walsh

Contente

Planeta Azul, (programa televisivo da RTP)
Intervenções do Bloco de Esquerda
Informação SIC
O Publico
Blogues
Net
Apoio Técnico da Hewlett Packard
Gintónico
Maria José Morgado
Advogados do Processo Casa Pia
Democracia

Satizfeito

A tentativa das televisões se tornarem pedagógicas.
Aumento do acesso pela Internet. a serviços do estado.
Aumento da informatização dos serviços do estado.
Pacheco Pereira na SIC
Carvalho da Silva e a defesa dos direitos sociais.
Intervenções do Presidente da Republica
Telejornal RTP2
Expresso
Diário de Notícias
Jornal de Notícias
MEW
Tabaco de enrolar

Desiludido

As eleições no Benfica
Benfica como veiculo publicitário para incompetentes
MPT - Partido da Terra (nunca aparece)
Rock in Rio – ninguém.
ADSL
Propostas Sociais (Subsidio de desemprego) de Bagão Félix
Deputados
O Independente
Kazaa
Europa
“Humor português”

Aborrecido

Malucos do riso
Politica
PS
O epíteto “BIBI” em vez de Carlos Ferreira Martins
Júlio Machado Vaz na televisão
Educação: educadores e educandos.
A classe dirigente portuguesa.
Cartaz cinéfilo das televisões: entre o “intelectual” e a pirotecnia.
Estudantes, praxes, queima das fitas.
Estéril discussão de ambas as partes das propinas.
Telejornal RTP1
Informação TVI
Emprego, crime e pobreza em Portugal
Actores
Manuel Maria Carrilho
Autarcas
Empresários

Infeliz

Telenovelas
Concursos
Interior de Portugal
Falta de dinheiro
Mais greves infelizmente justas.
Novo Feminismo
Maternalismo
Preços das ligações à Net.
Futebol
Fraudes
Respeito
Interesses

augustodeveza@clix.pt